Como a cena eletrônica paulistana caiu na mesmice

Me senti na obrigação de repostar esse texto da bia. Traduz o que eu penso ipsis litteris da atual noite *enfadonha* paulistana.

vivalabeea:

Vamos lá, estou voltando da D-Edge, nem vi o set da Ellen Alien, cheguei à conclusão que seria mais proveitoso ter como última lembrança o set dela que eu vi num festival na Bélgica. O Mau Mau abriu a noite, e no começo até rolou mas depois da primeira hora o set ficou simplesmente sacal. Sacal pra quem já viu o Mau Mau tocando milhares de vezes.

Eu sei que o problema sou eu, veja bem, eu não curto mais sair pra balada pra ouvir os mesmos timbres de cinco, seis anos atrás. Eu sei que um dj como o Mau Mau não toca faixas velhas, mas a vibe é como se eu estivesse em 2003. Então, só que eu não quero me sentir em 2003. Eu quero me sentir em 2009. Com timbres que façam parte da aura de agora. Não precisa ser coisa nova, nem acho que isso é necessário. Mas ouvir mais do mesmo não rola. Eu vi a Ellen Alien mandando um Empire of The Sun que não tem ABSOLUTAMENTE nada a ver com seu, tarimbado, techno minimalista e eu não vejo um dj na D-Edge tendo colhão de fazer algo nessa onda. Na onda de surpreender quem está na pista. É isso que falta: surpresa. Você ir numa balada e ouvir algo REALMENTE diferente. Enquanto a cena eletrônica vangloria-se de ter djs que manjam o máximo da técnica, musicalmente a “cena da música eletrônica de verdade” patina em 2003, 2004. Ou vai me dizer que as atrações não são quase as mesmas? Ou vai me dizer que se o Matías Aguayo viesse pra D-Edge e mandasse aquele podcast que ele fez pra XLR8R não ia ter neguinho dizendo que ele “traiu o movimento”? O que eu estou dizendo é que foda-se tocar só minimal a noite toda, só metaleiro da eletrônica tolera isso. Nós queremos ouvir tudo: kuduro, technobrega, minimal, kraut, indie, balkan, rock, maximal, minimal, disco, garage, hip hop, tudo, TUDO. Porque eu não sou fã de minimal ou de techno, ou de maximal, ou só dos remixes; eu curto tudo. Ao mesmo tempo que ouço o folk psicodélico do Edward Sharpe curto o hip hop da Amanda Blank. As únicas noites que eu sei que apostam no “sem medo de ser feliz” é a Mágica e alguma da Neu.

Ou seja, São Paulo não precisa de mais clubs com pensamentos estacionados no começo da década. Precisa de mais gente com a cabeça aberta.

Desabafo feelings.

(via thepublics)

(via thepublics)

Horde pride!
vanny2go:

fuckyeahtattoos:
For the Horde!

Horde pride!

vanny2go:

fuckyeahtattoos:

For the Horde!
how many kisses?
boyskissing:

male:

kiske:

essayons:

stereomonaural:

audiogasm:
Carousel (via jeffelix69)

how many kisses?

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male:

kiske:

essayons:

stereomonaural:

audiogasm:

Carousel (via jeffelix69)
golpes do street fighter (via lulitozzi)

golpes do street fighter (via lulitozzi)

gotta love this album cover :)
(via postpunk)
(via bebelestrange)

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(via postpunk)

(via bebelestrange)